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Os melhores meses para casar em Portugal, região a região

Maio–junho e setembro até ao início de outubro servem quase todo o continente. Eis o que cada região dá — e o que custa — ao longo do ano, da vindima no Douro às hortênsias de verão nos Açores.

7 min de leitura

Os noivos a beijar-se entre as filas da vinha

Para a maior parte de Portugal continental, a resposta curta é maio–junho e setembro até ao início de outubro. Os dias são longos, a luz é quente sem ser dura, em setembro o mar já aqueceu, e fogem tanto aos meses de chuva como ao calor e à confusão do pico do verão. Junho e setembro são os meses clássicos dos casamentos — e por isso os fotógrafos e os sítios de que gostam podem ficar reservados cedo.

A resposta longa depende do sítio. O norte é mais chuvoso do que o sul, o interior fica muito quente em julho e agosto, a costa oeste tem o seu vento da tarde e as ilhas têm um clima só delas. Primeiro, uma tabela rápida («pensar duas vezes» não quer dizer «não», apenas que há algo a planear); depois, cada região: o que cada estação dá e o que custa.

RegiãoMelhorBomPensar duas vezes
Lisboa e Sintramaio–junho, setembro–início de outubroabril, julho, fim de outubroagosto (mais movimento), novembro–março (chuva)
Porto e Douromaio–junho, setembro–outubroabril, início de novembrojulho–agosto no vale (calor), novembro–março (chuva)
Comportajunho, setembromaio, julho, início de outubroagosto (mais movimento), inverno (calmo, chuva)
Alentejoabril–maio, fim de setembro–outubromarço, junho, início de novembrojulho–agosto (calor)
Algarvemaio–junho, setembro–outubromarço–abril, julho, novembroagosto (mais movimento)
Madeiraabril–junho, setembro–outubroquase todo o anoinverno na costa norte (mais chuva)
Açoresjunho–setembromaio, outubronovembro–abril (tempo instável)

Lisboa e Sintra

Em maio e junho, Lisboa está luminosa e verde, os jacarandás pintam de lilás partes da cidade no fim da primavera e os fins de tarde são longos. Setembro e o início de outubro trazem o mar mais quente, uma luz mais suave e menos gente do que agosto.

Julho funciona com cuidado: a meio do dia a cidade pode estar quente, e na costa a oeste de Lisboa a nortada, um vento forte de norte, levanta-se muitas vezes à tarde — boa para refrescar os convidados, menos para véus e penteados. Agosto é o grande mês de férias em Portugal: a costa enche e é mais difícil encontrar datas e quartos.

Sintra tem regras próprias. A serra guarda um microclima mais fresco e muitas vezes enevoado, mesmo no verão: pode haver sol em Lisboa e nevoeiro suave em Sintra. A névoa dá uma luz macia às fotografias; tenham um agasalho à mão para os convidados. De novembro a março contem com alguns dias de chuva entre dias limpos e lindos. Mais em Lisboa e Sintra.

Porto e Douro

O norte é mais verde porque é mais chuvoso: a chuva cai sobretudo do fim do outono ao início da primavera, e o Porto e o Minho recebem mais do que o sul. Maio e junho são frescos e de dias longos, com as vinhas em socalcos do Douro de folha nova.

Setembro é tempo de vindima (entre o fim de agosto e o início de outubro, conforme o ano), e em outubro as vinhas ficam vermelhas e douradas, talvez as semanas mais fotogénicas do vale. Se casarem numa quinta vinícola durante a vindima, perguntem como o trabalho se encaixa no vosso dia.

O vale tem um clima diferente da cidade: em julho e agosto o Douro é muito quente, por isso a cerimónia fica melhor ao fim da tarde, com sombra e água para os convidados. O Porto, junto ao mar, mantém-se mais ameno no verão. De novembro a março, tenham uma alternativa coberta. Mais em Porto e Douro.

Comporta

A Comporta é praia, dunas, arrozais e pinhal na costa a sul de Lisboa — um sítio de verão. Junho e setembro são os meses certos: calor, fins de tarde longos, o sol a pôr-se no Atlântico e menos gente do que em agosto. Maio e o início de outubro também podem ser lindos, com menos certezas. Julho é bom, mas a nortada da tarde pode soprar forte na praia — procurem abrigo para a cerimónia e contem com areia onde ela não devia estar.

Agosto é o mês mais cheio, como em toda a costa: estradas, praias e quartos lotados. No inverno, a Comporta fica calma e selvagem — alguns sítios sazonais podem estar fechados (confirmem antes de se apaixonarem por um), e convém uma opção coberta para a chuva. Mais sobre a Comporta.

Alentejo

O Alentejo é planície, sobreiros, olivais e aldeias brancas no alto dos cerros. A primavera é o seu presente: em abril e maio os campos estão verdes e cheios de flores silvestres, a luz é limpa e o calor ainda não chegou. O fim de setembro e outubro são a outra boa janela — campos secos e dourados, fins de tarde amenos e pores do sol longos sem nada no horizonte.

Julho e agosto são muito quentes no interior. Há casamentos nesses meses, mas passam para o fim do dia: cerimónia perto do pôr do sol, jantar ao ar livre já de noite e, antes disso, sombra e água por todo o lado. Março e o início de novembro valem a pena, com algum risco de chuva; e num dia limpo de inverno o sol baixo sobre a planície é lindíssimo. Mais sobre o Alentejo.

Algarve

O Algarve é a região mais seca e soalheira do país, com a época mais longa. Maio–junho e setembro–outubro são ideais: mar agradável, falésias douradas, fins de tarde longos. Março, abril e novembro costumam ser amenos e luminosos, com mais hipóteses de um dia cinzento ou de chuva — e muito menos gente. Julho é quente mas faz-se; agosto é o pico das férias, com tudo cheio e menos datas livres. Numa falésia, vejam o vento e onde estará o sol à vossa hora. Mais sobre o Algarve.

Madeira

A Madeira é amena todo o ano, o que faz um casamento de inverno parecer quase primavera. O tempo depende do lado da ilha: a costa sul costuma ser mais soalheira e seca, a norte mais verde e mais vezes coberta de nuvens, e as montanhas no meio fazem o seu próprio tempo. Abril a junho e setembro a outubro são os meses mais fáceis, mas aqui não há uma estação realmente má — há apenas dias em que se vai à outra costa à procura do sol. No inverno chove mais, sobretudo a norte. Mais sobre a Madeira.

Açores

Nos Açores fala-se de «quatro estações num dia», e é verdade: sol, nuvens, chuvisco e sol outra vez antes do almoço. Junho a setembro é a época principal, com a paisagem no seu verde mais intenso e as hortênsias que ladeiam as estradas em flor no verão. Maio e outubro são mais calmos, com tempo mais variável. De novembro a abril, contem com dias mais agrestes e chuvosos.

As ilhas têm menos uma hora do que o continente — contem com isso no pôr do sol e nas chamadas com convidados e fornecedores — e qualquer plano ao ar livre precisa de uma alternativa coberta, seja qual for o mês. Mais sobre os Açores.

Fora de época: casamentos de inverno

De novembro a março, Portugal fica mais calmo. O sol anda baixo o dia todo e a luz é quente durante horas, não minutos; os sítios apinhados no verão estão tranquilos; e há mais datas livres.

  • Dias curtos. O sol põe-se cedo: a cerimónia passa para mais cedo e os retratos fazem-se à tarde. Construam o dia a partir da luz — vejam o horário do dia do casamento.
  • A chuva faz parte do plano. Cai sobretudo do fim do outono ao início da primavera, mais no norte do que no sul. Um sítio coberto para a cerimónia, guarda-chuvas bonitos e um lugar seco para os retratos fazem dela um pormenor — vejam o nosso plano para a chuva.
  • Onde o inverno é mais brando. O Algarve e a Madeira são as escolhas mais amenas; Lisboa tem muitos dias de inverno luminosos; o Porto e o Minho são os mais chuvosos.
  • O aconchego também é um estilo. Lareiras, velas, um almoço longo em vez de um jantar tardio.

Com um mês em mente, contem-nos como vai ser o vosso dia e vejam quem está livre, ou explorem os fotógrafos. Se ainda estão a escolher o sítio, leiam como escolher o espaço; para a parte legal, casar em Portugal.

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